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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Páscoa: a vida como dom maior

Páscoa: a vida como dom maior
FREI BETTO *



Celebrar a Páscoa é reafirmar a nossa fé na ressurreição de Cristo e na própria ressurreição de todos os nossos projetos de justiça. A morte é a nossa única certeza de futuro. A postura que temos diante da morte traduz o sentido que damos à vida. Temem a morte aqueles que não conseguiram ainda imprimir à vida uma direção, uma razão de ser. Ou se apegaram demasiadamente a bens e prazeres que lhes adornam o ego.

Outrora, a morte incorporava-se ao nosso cotidiano: morria-se em casa, cercado de parentes e amigos. Em Minas, havia velório com pão de queijo e cachaça, carpideiras e proclama em postes, missa de corpo presente e despedidas no cemitério, celebração de 7º dia e luto. Em suma, celebrava-se o rito de passagem.


Hoje, o enterro tornou-se mais um produto de consumo. Morre-se clandestinamente, num leito anônimo de hospital ou em gavetas de um necrotério, como se o falecido fosse uma presença tão incômoda quanto gato em loja de cristais. Não há choro nem vela, nem fita amarela.
Em tudo, há começo, meio e fim. No entanto, nossa racionalidade, tão equipada de conceitos, esvai-se nos limites da vida. Só a fé tem algo a dizer a respeito desta fatalidade. Se Cristo não houvesse ressuscitado, afirma São Paulo, nossa fé seria vã. Mas a vitória da vida sobre a morte arranca da injustiça o troféu da última palavra. No ocaso da existência — lá onde toda palavra humana é inútil alquimia — Deus irrompe como um teimoso posseiro. E, como no amor, não há nada a dizer, só desfrutar.


Na América Latina, morre-se antes do tempo. De cada 1.000 crianças brasileiras nascidas vivas, 27 morrem antes de completar um ano. Aqui, a morte não é uma possibilidade remota. Ela nutre o sistema econômico. Sem privar milhares de brasileiros de possibilidades reais de vida, não seria possível entregar aos credores da dívida pública R$ 600 milhões por dia!


Tira-se tudo isso dos minguados salários dos trabalhadores, através de cirurgias assassinas eufemisticamente denominadas “ajustes fiscais”. Mata-se à prestação, lenta e cruelmente, como se o direito à vida fosse um luxo.


A morte é, pois, uma questão política, assim como a esperança, centrada no mistério pascal, move a nossa luta pela vida, dom maior de Deus. Ora, a ressurreição de Cristo não significa apenas que do outro lado desta vida encontraremos a inefável comunhão de Amor. Diz respeito também à vida nesta Terra. “Vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (João, 10, 10).


Não haverá vida em abundância senão pela via das mediações políticas, como a distribuição de renda, a reforma agrária, o investimento em educação e saúde. Minha generosidade pode oferecer, hoje, um prato de comida ao faminto. Amanhã ele terá fome. Só a política é capaz de acabar com o que ela também cria: a fome e a miséria. Nesse sentido, eleger candidatos empenhados “para que todos tenham vida” é um gesto pascal, ressurrecional.


Vivemos num mundo em busca de equilíbrio. Dos dois lados, Ocidente e Oriente, convivemos com fundamentalismos religiosos. Mata-se em nome de Deus. E enquanto o Ocidente sente-se no direito de ridicularizar o que o Oriente considera sagrado, o Oriente julga-se no dever de calar os profanadores pela violência. A Páscoa deve servir de momento de reflexão: que outro mundo almejamos? É possível alcançar a paz se 2/3 da humanidade vivem abaixo da linha da pobreza? O caminho da paz é a imposição das armas ou a conquista da justiça?


A Páscoa nos convida à interiorização, a meditar de olhos bem abertos. Não é lá no túmulo de Jerusalém que, agora, Jesus ressuscita. É em nosso coração, em nossa solidariedade, em nossa capacidade de enxergá-lo no próximo, em especial nos mais pobres, com quem ele se identificou (Mateus 25, 31-46). A pedra a ser retirada, para que a vida floresça, é a que pesa em nossa subjetividade, amarra-nos ao egoísmo e nos imobiliza frente aos desafios de solidariedade.



Frei Betto é escritor, autor da biografia de Jesus “Entre todos os homens” (Ática), entre outros livros.



quinta-feira, 5 de março de 2015

BORDERLINE


Transtorno de Personalidade Borderline: 8 indícios clássicos


By  on 14:51



Acredita-se que o Transtorno de personalidade borderline atinge cerca de 1% a 6% da população mundial.

É mais comum em mulheres do que em homens.

O sinal mais evidente do transtorno de personalidade borderline (TPB) é um longo histórico de instabilidade nas relações pessoais.

Isto é em parte causado por emoções instáveis ​​e impulsivas.

Pessoas com transtorno de personalidade borderline podem idolatrar alguém e, logo em seguida, odiá-la.

Fonte
http://www.psiconlinews.com/2015/03/transtorno-de-personalidade-borderline.html#sthash.pw4xnft6.dpuf

FESTAS POPULARES DO BRASIL

Conheça as maiores festas populares do Brasil

O calendário brasileiro é recheado de grandes festas. Saiba mais e programe-se para visitar estes grandes eventos

Festas populares brasileiras
É claro que o Carnaval sai na frente quando o assunto é festa popular brasileira, período em que gente de Norte a Sul se envolve na grande comemoração, que é sinônimo de música, alegria e muita diversão. 
Mas nossa terra tem muito mais que isso. De uma ponta à outra do mapa, festivais, procissões e eventos que retratam os gostos e costumes da população ajudam a fazer do Brasil um dos países com maior representação cultural do mundo. 
Selecionamos as grandes festas do calendário para você conhecer um pouco mais sobre as manifestações e, quem sabe, participar delas numa próxima oportunidade. 
Lavagem da Escadaria do Bonfim – janeiro
Essa é uma das festas mais tradicionais da Bahia e acontece desde 1974. A ideia era lavar o chão da Igreja do Bonfim, como sinônimo de purificação. Hoje, o ritual se resume a molhar a escadaria, do lado de fora. A procissão começa na Igreja da Conceição da Praia e percorre 8 km até o Bonfim. 
As mulheres, vestidas de trajes típicos, carregam vasos com água de cheiro para lavar a escadaria. Em seguida, seguem os Filhos de Gandhi. A ideia é acompanhar a passeata de branco, que é a cor de Oxalá, o maior dos orixás e representante do Senhor do Bonfim no Candomblé. A lavagem acontece sempre na segunda quinta-feira de janeiro. (Foto: Rita Barreto/ Divulgação Bahiatursa) 
Carnaval - entre fevereiro e março 
Sem dúvidas, o Carnaval é a maior e mais conhecida festa brasileira. Tão grande que atrai turistas do mundo inteiro. Mas a origem dele não é aqui, não. Há diversas teorias de que possa ter começado na Mesopotâmia, em Roma ou na Babilônia. E, em todas as hipóteses, aconteciam festivais banhados a muita comida, bebida e prazeres sexuais. 
O comum dessas histórias é que havia a inversão de papéis sociais: reis vestiam-se de escravos, homens de mulheres etc. Daí a origem das fantasias. Para a Igreja Católica, isso era considerado pecado, então surgiu a Quaresma, tempo de purificação dos pecados pós-carnaval. 
No Brasil, a festa começou a ser comemorada na época colonial, com o festejo dos escravos nas senzalas. Aos poucos, foram surgindo os frevos, afoxés e enredos de samba que conhecemos hoje. Os lugares mais disputados para passar o Carnaval no Brasil são Bahia, Rio de Janeiro e Olinda. 
Festa de São João – junho 
Essa festa é comemorada no Brasil inteiro, mas é em Caruaru, em Pernambuco, que ela se destaca. O evento oficial acontece na cidade desde 1994 e a estrutura é imensa: um complexo no Pátio Luiz Gonzaga reproduz uma vila, tem um palco de shows e um pavilhão de exposição. Os rojões e foguetes são heranças dos portugueses e espanhóis que aqui festejavam na época da colonização. 
As delícias nativas complementam o cardápio: amendoim, milho, coco etc. Em Caruaru, nessa época do ano, há desfile de drilhas, uma carro semelhante aos trios elétricos baianos. E muito show de forró e animação que vai até o sol raiar. 
Festival Folclórico de Parintins – junho 
Também conhecido como Festa do Boi Bumbá, o Festival Folclórico de Parintins acontece em junho, no Amazonas. Reza a lenda que a escrava Catirina, na gravidez, sentiu desejo de comer língua de boi. Para satisfazê-la, o marido Chico matou o animal do patrão e acabou sendo preso por isso. Para sair da prisão, os curandeiros o ajudaram a ressuscitar o bicho.  
Por causa dessa história é que o animal é homenageado em Parintins. Nele, há o combate de dois bois: o Garantido, representado pela cor vermelha, e o Caprichoso, azul. Cada boi faz uma apresentação por noite e, no final, há a premiação, que acontece no Bumbódromo.
Cada equipe é composta por mais de 3 mil pessoas e elas são avaliadas pelas histórias que contam. O Festival de Parintins é o maior espetáculo de ópera a céu aberto da América Latina e o maior de folclore no mundo. 
Festa do Peão de Barretos – agosto
Essa é uma das únicas festas brasileiras que não têm origem religiosa e dura cerca de dez dias. É realizada pelo clube Os Independentes e a primeira edição aconteceu em 1956, organizada por homens solteiros. A festa gira em torno de rodeios e conta com shows sertanejos (ou algum cantor da atualidade). 
Hoje o grande evento é promovido em uma área de mais de 110 hectares, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A arena de rodeio tem capacidade para mais de 30 mil pessoas. Um outro atrativo da Festa de Peão de Barretos são as comitivas. Elas são inspiradas nos peões que antigamente conduziam os gados pelas pastagens. Hoje, são como times: têm trajes, hinos e bandeiras próprias. 
Círio de Nazaré  - outubro 
Trata-se de de uma procissão católica que acontece em Belém, no Pará, há mais de dois séculos. O objetivo dessa comemoração é homenagear Nossa Senhora de Nazaré, um dos títulos dados à Maria, mãe de Jesus. 
A caminhada começa na Catedral de Belém e vai até a Praça Santuário de Nazaré, onde a imagem da Virgem fica exposta por 15 dias, para os fiéis venerarem e fazerem seus pedidos. São cerca de 2 milhões de seguidores todos os anos. Em 2004, aconteceu o maior Círio, com 9 horas de duração. 
Oktoberfest - outubro
A Oktoberfest tem origem alemã. Também conhecida como festa da cerveja, movimenta todo o estado de Santa Catarina, principalmente, a cidade de Blumenau. Ali acontece uma das maiores festas germânicas do mundo, seguindo os passos da original, em Munique. 
A comemoração inclui desfiles com trajes típicos, danças, tiro ao alvo, comidas típicas e claro, muita cerveja. Em 2009, a festa bateu recorde: foram consumidos cerca de 450 mil litros de chope. 
A Oktoberfest teve origem em 1810, quando o Rei Luis I, da Bavera, deu uma grande festa com corrida de cavalos para comemorar seu casamento com a Princesa Tereza da Saxônia. O evento passou a ser realizado todos os anos, com a população local, e se expandiu mundo afora.

CULTURA BRASILEIRA

Cultura popular nordestina brasileiraO Brasil é um dos principais países com maior diversidade cultural, o nordeste do país se destaca pela cultura rica herdada dos africanos, europeus e indígenas, assim como outros estados, possui suas gírias, religião, folclore, costumes e músicas. Atraindo todos os anos milhares de turistas do Brasil e do mundo. A culinária é uma das maiores riquezas da região, as receitas nordestinas se destacam pelo sabor apimentado como o acarajé, buchada, bobó de camarão, farofa de dendê e muito mais.

Comemorações

Comemorações nordestinasA região celebra em grande estilo o Carnaval, as capitais atraem milhares de pessoas principalmente em Recife e Salvador, milhões de foliões se divertem com os Bonecos de Olinda, Maracatu, Frevo, Micaretas, Trios Elétricos e o Bumba-meu-boi. Outras celebrações de origem nordestinacomo a Festa Junina que se destaca em todo o país, e a Folia dos Reis uma celebração em homenagem ao Natal

fonte www.zun.com.br